Muitas coisas tenho lido e visto sobre: Como ser mais feliz., Como ter sucesso, Como fazer mais amigos, Como pensar positivo. De facto teorias é o que não falta e a realidade? Será que a realidade se aplica às teorias todas que existem? E melhor, será que essas teorias resultam?
Bem, não duvido que muitas delas sejam boas dicas para uma vida melhor, mas de facto tudo depende de como vemos o mundo e das influências que "esse" mundo tem sobre nós. Agora que ando numa fase mais introspectiva da vida, tenho-me deparado com situações bastante constrangedoras. Começando pelas amizades, tenho visto que metade das relações humanas não funcionam porque se baseiam em necessidade. A necessidade de conversa, a necessidade de se sentir amado, a necessidade de não estar só, a necessidade de ser melhor. Como necessidades que são, quando saciadas, deixam de fazer sentido.
Moro num sitio pequeno, onde tenho amigas que estão na minha vida desde que me conheço. Como é de esperar essas amigas nem sempre estiveram por perto na minha vida por motivos óbvios: escolas diferentes, vidas mais complicadas, etc. mas o facto é que nunca abdiquei de dizer que eram minhas amigas. Por motivos que não interessam, acabei por me aproximar mais delas este verão. Tudo parecia bastante bem, umas vez que temos passados em comum e tinhamos sempre motivos de conversa. Mas até que ponto as posso considerar amigas quando estou a tomar café sozinha e elas chegam e se sentam em outra mesa? Está certo que não podemos agradar a toda gente, mas o minimo de educação é uma coisa que não dispenso. Isto vai ter a um ponto fulcral que é: Maldade gratuita, que como se deve imaginar é algo que me ultrapassa.
Questiono até que ponto o meu conceito de amigo se ajusta ao mundo em que vivo e ultimamente tenho pensado bastante nisso. Em compensação tenho amigas que conheço há menos tempo e que nunca, mas nunca me fariam tal coisa. Estas são sem dúvida alguma, as minhas AMIGAS. Estamos lá para tudo, nem que seja para estarmos horas numa mesa de café sem ter uma conversa decente.
Elas que me conhecem há relativamente pouco tempo sabem ler as minhas expressões e sabem quais são as palavras certas para me fazer sorrir, assim como eu sei as delas. São amizades que a vida me levou a construir de uma forma bem bonita e sem a necessidade. Aproximamo-nos por conhecermos pessoas em comum, e só hoje criamos a necessidade de estarmos umas com as outras.
A felicidade? A minha felicidade também depende destas relações, porque a amizade é um dos pilares das necessidades básicas, e elas preenchem a minha necessidade de Amigos, sem ser preciso abandonar quando estamos bem. Tenho a certeza que também elas são felizes por me terem na lista de amigos, porque estou lá, embora por vezes também me afaste o que quase pode ser considerado normal.
O resto do mundo? Esse não o compreendo, mas nunca pus limitações no facto de quem sai da minha vida, seja por que motivo for, não possa voltar a entrar e acreditem, continuo feliz assim.
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Apesar do que o senso comum nos diz, nem sempre quem nos conhece há mais tempo, conhece-nos melhor. E isto aplica-se a nós próprios também! A minha experiência relativamente às amizades é, em parte, semelhante e afirmo que já muitas pessoas me desiludiram, mas em compensação muitas mais me têm surpreendido. E é disto que a vida é feita!
ResponderEliminarNuma de livro de auto-ajuda, deixo aqui uma dica: tirar partido das coisas más que nos acontecem e torná-las vantagens para nós próprios!
;) lol ;)
ResponderEliminaralways here...