19/03/2009

Pai

E como hoje é dia do Pai não podia deixar passar sem fazer aqui a minha homenagem a esse Homem fantástico que é o meu Pai.

Por tudo o que fizeste, por tudo o que somos...

Adoro-te!

08/03/2009

Sorria... =)

Para mim a rádio Comercial ficou como a Rádio mais bem disposta de Portugal depois de ouvir esta emissão.


Sorria =)
Se acordou mais tarde do que devia,
Se a meio do banho ficou só com água fria,
SORRIA....
Se tá no transito a caminho do Porto para Lisboa,
Se o seu clube deitou quatro milhões à rua,
SORRIA...
Sorria, e tudo passa
só lhe faz bem e é de graça,
Não dá trabalho algum e isso mesmo que é preciso,
Faça um favor a si mesmo, esboce lá um sorriso.
Se ficou sardinha em lata no metropolitano,
Se no elevador alguém soltou gás metano,
SORRIA...
Se pisou um presente deixado por um cão,
Se aquele amigo da gíria tem uma maçã de Adão,
SORRIA...
Se tem saudades do calor,
Se ouviu os vizinhos a praticar o amor,
Se o seu autocarro se atrasa,
Se a sua sogra vai passar umas semanas lá acasa,
SORRIA...
Sorria, e tudo passa,
Só lhe faz bem e é de graça.
Não dá trabalho algum e é isso mesmo que é preciso,
Faça um favor a si mesmo, esboce lá um sorriso...


Oiçam aqui : http://radiocomercial.clix.pt/manhas/downloads_manhas.aspx e selecionar a música do sorriso!

06/03/2009

Um mundo sem queixas

Hoje entreguei-me de corpo e alma à Complaint free world, o conceito é muito giro e faço tudo para ter a minha mente mais saudável.
O conceito é o seguinte: A pulseira da foto é colocada num dos pulsos, sempre que me queixar, lamentar ou fizer fofocas tenho de trocar a pulseira de pulso. Parece simples? Eu comecei hoje e ja troquei a pulseira de pulso imensas vezes, não tinha noção da quantidade de vezes que praguejo por dia. A missão é a seguinte: passar 21 dias com a pulseira no mesmo pulso, ou seja passar 21 dias sem queixas. Toda gente sabe que somos aquilo que dizemos e pensamos, logo se alterarmos ou pelo menos tivermos consciencia daquilo que andamos a deitar da boca para fora, teremos mais consciencia de nós mesmos.
Em todas as vezes que nos queixamos atraímos para nós a energia contrária àquilo que desejamos, logo a energia negativa vai-se instalando em nós e quanto mais praguejamos mais nos afastamos dos nossos desejos.
Daqui a um tempo, conto se a minha mente tá mais limpinha ou não =P

05/03/2009

Esta noite

Esta noite voltei a sonhar contigo. É a dormir que temos todas as conversas, que vejo as tuas razões e explicações. Mais uma vez não podia ser mais real. Perguntavas-me onde estava o cd de instalação do software da camara fotográfica. Parece um pouco parvo quando há tanta coisa para saber. Mas eu disse-te onde estava o cd e confessei-te o meu medo. Tenho medo que nunca mais nos possamos ver. E abraçaste-me apenas. Incrível, mas consegui sentir o teu abraço, o teu cheiro. E fiquei feliz.

Se um dia encontrasses este blogue, sei que saberias que sou eu quem escreve, quais os textos que são meus, as minhas expressões... Porque conheces-me tão bem!

Hoje acordei contente por te ter sentido tão perto [será que aconteceu mesmo?], mas com saudades. Se por um lado sei que estás bem, por outro sinto a tua falta, mas a minha compreensão terá de ser sempre superior a tudo isso.

[Sabias que te amo?]

Até um dia.

04/03/2009

A - de Amigas.

Muitas coisas tenho lido e visto sobre: Como ser mais feliz., Como ter sucesso, Como fazer mais amigos, Como pensar positivo. De facto teorias é o que não falta e a realidade? Será que a realidade se aplica às teorias todas que existem? E melhor, será que essas teorias resultam?
Bem, não duvido que muitas delas sejam boas dicas para uma vida melhor, mas de facto tudo depende de como vemos o mundo e das influências que "esse" mundo tem sobre nós. Agora que ando numa fase mais introspectiva da vida, tenho-me deparado com situações bastante constrangedoras. Começando pelas amizades, tenho visto que metade das relações humanas não funcionam porque se baseiam em necessidade. A necessidade de conversa, a necessidade de se sentir amado, a necessidade de não estar só, a necessidade de ser melhor. Como necessidades que são, quando saciadas, deixam de fazer sentido.
Moro num sitio pequeno, onde tenho amigas que estão na minha vida desde que me conheço. Como é de esperar essas amigas nem sempre estiveram por perto na minha vida por motivos óbvios: escolas diferentes, vidas mais complicadas, etc. mas o facto é que nunca abdiquei de dizer que eram minhas amigas. Por motivos que não interessam, acabei por me aproximar mais delas este verão. Tudo parecia bastante bem, umas vez que temos passados em comum e tinhamos sempre motivos de conversa. Mas até que ponto as posso considerar amigas quando estou a tomar café sozinha e elas chegam e se sentam em outra mesa? Está certo que não podemos agradar a toda gente, mas o minimo de educação é uma coisa que não dispenso. Isto vai ter a um ponto fulcral que é: Maldade gratuita, que como se deve imaginar é algo que me ultrapassa.
Questiono até que ponto o meu conceito de amigo se ajusta ao mundo em que vivo e ultimamente tenho pensado bastante nisso. Em compensação tenho amigas que conheço há menos tempo e que nunca, mas nunca me fariam tal coisa. Estas são sem dúvida alguma, as minhas AMIGAS. Estamos lá para tudo, nem que seja para estarmos horas numa mesa de café sem ter uma conversa decente.
Elas que me conhecem há relativamente pouco tempo sabem ler as minhas expressões e sabem quais são as palavras certas para me fazer sorrir, assim como eu sei as delas. São amizades que a vida me levou a construir de uma forma bem bonita e sem a necessidade. Aproximamo-nos por conhecermos pessoas em comum, e só hoje criamos a necessidade de estarmos umas com as outras.
A felicidade? A minha felicidade também depende destas relações, porque a amizade é um dos pilares das necessidades básicas, e elas preenchem a minha necessidade de Amigos, sem ser preciso abandonar quando estamos bem. Tenho a certeza que também elas são felizes por me terem na lista de amigos, porque estou lá, embora por vezes também me afaste o que quase pode ser considerado normal.
O resto do mundo? Esse não o compreendo, mas nunca pus limitações no facto de quem sai da minha vida, seja por que motivo for, não possa voltar a entrar e acreditem, continuo feliz assim.

27/02/2009

O ultimo suspiro

Existem muitas maneiras para as pessoas que nos amamos desaparecerem da nossa vida. Umas são levadas pela própria vida e outras deixam-se levar. Tu foste. O verbo certo é o passado, é o unico que pode fazer sentido no meio dos dias e das noites, no meio das promessas e das esperanças.
A vida levou-te de mim e agora quero odiar-te porque não cedeste um segundo assim que a oportunidade de partir surgiu. Sinceramente não devia odiar-te mais que ninguém? Lembras-te dos momentos em que riamos sem parar, em que as conversas eram infinitas e que o tempo parecia correr mais depressa? lembras-te de todos os locais que visitamos juntos, os locais secretos dentro do carro quando o mundo lá fora parecia desabar? Os projectos de um futuro em comum? Aquele dia na Malveira da Serra em que me disseste que estavamos no lugar onde ia ser a nossa casa? As surpresas que fizeste? A areia da tua praia dentro de um frasco? O acampamento dentro da tua carrinha? A nossa casa com uma fonte debaixo do chão da sala em vidro? Aquele sorriso derretido e comprometor? As conversas interminaveis ao telefone? O amor que parecia ser para sempre e que desapareceu...Como a àgua que se transforma em vapor...do nada despedi-me de ti cheia de pressa, e do nada eramos amigos...Nós sempre fomos mais que amigos...Estranho-te de uma maneira tão intensa que não te reconheço em nenhum gesto, em nenhum olhar. Porque deixei de ver brilho nos teus olhos, porque agora esse espelho está coberto de uma ambição desmedida que me nego intensamente a condenar.
É duro mas a pessoa que conheci morreu, não existe mais, morreste-me. Como morrem as flores todos os dias nos jardins, cheias de ilusões.


[Nunca mais]

18/02/2009

O Stress

Ontem quando vinha de mais uma "emboscada" feita ao meu orientador da tese, ouvi um programa de rádio cujo tema era o stress. O convidado perito nestas matérias dizia que o stress provém de situações como o medo e a frustração. O medo pode ser de todo o tipo: por exemplo, quando uma pessoa tem stress derivado ao trânsito, é porque aquilo lhe causa medo por chegar atrasada e por outras coisas relacionadas.

Fiquei a pensar que, de facto, com apenas 24 anos, vivo numa bolha rodeada de stress. Porque morro de medo de chegar o dia da defesa da tese e de me embrulhar nas palavras com os nervos, de não me explicar suficientemente bem aos júris, de não conseguir acabar o Mestrado.

Costumam dizer-me: "se não conseguires desta vez, fazes o Mestrado para uma próxima!". Mas aí entra outra das razões do stress: A frustração de não conseguir. Porque sempre fui assim. Em tudo o que me meto, se não conseguir ir até ao fim, fico terrivelmente revoltada e isso leva-me abaixo.

O Mestrado é a primeira das várias formas de stress que apresento. Os problemas familiares com a saúde, os quilómetros de distância entre o namorado, a crise, o voltar à vida laboral depois de mais dois anos de percurso académico, a tese, a tese, a tese e mais a tese.

Feitas as contas tenho cargas consideráveis de stress que me chegam para muitos anos. Isto fora o tal stress do trânsito que experienciamos diariamente. Mas o melhor será não pensarmos nisso porque senão, é mais a conta do Psiquiatra para pagar... E eles não fazem descontos!

Então tomei uma decisão: TENTAR não sofrer por antecipação e pensar onde realmente quero chegar para ter de enfrentar tudo isto.

... E nessa altura vejo que a maioria das coisas valem a pena.

17/02/2009

As voltas que se dá na vida.

Trabalhar é uma coisa boa. Tenho dito.
As coisas não podiam estar a correr melhor agora que tenho uma secretária para mim e um pc sempre à disposição para actualizar dados. Faço mil telefonemas por dia e a maior parte deles correm bastante bem. As reuniões são marcadas à velocidade de uma bicicleta a pedais, mas mesmo assim até me posso considerar uma boa principiante.
Ainda bem que arranjei este trabalho para me manter a cabeça ocupada por estas manhãs. Por vezes não nos damos conta das coisas importantes que se estão a passar à nossa volta e começamos a perder as pessoas que amamos realmente.
Infelizmente sempre que me dava conta disso as coisas já estavam longe demais para eu as voltar a segurar. Esta semana por ser distraida e por estar ainda a crescer perdi de certa forma a pessoa que mais amo e mais me tem feito feliz nestes ultimos tempos. Não me parece totalmente perdida, mas de certa forma errei em coisas que não devia ter errado. Talvez tenha havido um pouco de falta de aceitação ou de espera por dias melhores, mas não posso condenar ninguém por saber que mais cedo ou mais tarde ia matar uma relação.
O facto é que se as coisas já foram boas uma vez tem sérias possibilidades de se superar e passar este mau momento.
Estamos num periódo sabático da relação: vamos estando juntos quando pudemos, vamos fazendo e organizando melhor a nossa vidinha, mas ainda assim falta-me um pedaço do coração.

11/02/2009

A felicidade: aquela doença contagiosa.

Pois bem, se há um tempo atrás me passava a vida a queixar que a minha vida era uma monotonia e que nada me acontecia, deixo aqui registado que ser Revoltado dá os seus frutos.
Andava o meu mais que tudo a encher-me a cabeça que eu dependia dos meus pais e no meio de uma conversa de pura revolta e indignação surge uma proposta de trabalho. Uma semana depois consigo o trablho onde vou começar amanhã. (Shit shit shit)
Depois da árdua missão de encontrar um local de estágio para mim e depois do meu ideal ter sido desfeito com a desistencia do CCb por falta de verbas, heis que o meu local de sonho abre duas vagas e eu sou escolhida para lá. Em breve terei na minha carta de apresentação: Estagiou no Teatro Nacional D.Maria II. Orgulho! Orgulho! Orgulho! (Estou aqui a cantar de Galo e ainda me mandam estagiar lá para as catacumbas do Teatro e começo com os ataques de pãnico por estar submersa nas lamas da Baixa, mas não há-de ser nada....os santinhos que me acudam!)
Agora vou-vos contar um segredo...perfeito, perfeito era o mais que tudo carregar o telemovel, ligar e dizer coisas fofinhas...Ou melhor, ligar e dizer que estava a morrer de saudades e que tinhamos de passar o fim de semana juntos para encontrarmos o rato! Mas enfim...nem tudo é rosas e as pessoas tem que estudar. Como disse hoje a uma amiga: "A estudar perdem-se coisas tão boas..."
Mas pronto, tudo isto para vos dizer, não sejam como o meu "old-myself" e revoltem-se contra a vida chata que tem, é que depois de desesperarem as coisas começam mesmo a acontecer...Bons sentimentos, grandes revoltas, óptimos sorrisos e como toda gente sabe a felicidade dá origem a mais felicidade!

10/02/2009

E para minimizar as dores...

Nos pés... Que são essas as dores no ponto de vista dos saltos altos, aqui vai um remédio santo!

Body Shop Peppermint Cooling Foot Lotion!

... Ou vai antes uma Vodka?

Esta amiga que vos fala

Tal como já disse tenho feito amigos por muitas das cidades do nosso país. Isto deveu-se ao facto do meu pai ter trabalhado em muitos lugares e, como boa família que éramos e somos, sempre o acompanhámos. No entanto, confesso que não soube manter muitas das amizades que fiz, talvez porque comecei a escrever com menos frequência, depois passei a ter vergonha de voltar a falar para depois deixar de falar totalmente. Isto aconteceu-me com algumas amigas de Braga que nunca esqueci. Porém, quis o destino que um dia conseguisse o contacto de uma delas através de uma rede social. Meses mais tarde, já trocávamos emails e um dia, na lista de contactos que vinha num email que me enviou, descobri o contacto da outra minha amiga. Neste momento, já temos emails e números de telefone e visitas prometidas.

É óbvio que quando existe uma separação deste tipo e não existem elementos que nos envolvam numa rede, é difícil ficar a saber novidades, coisas que nos acontecem. Mas o que é certo, e digo por experiência própria, é que mais cedo ou mais tarde, acabamos por nos encontrar ou por saber notícias de outros lados.

Assim, mesmo que nos sintamos sozinhos e sem hipóteses de mostrar aos nossos amigos que estamos tristes, garanto-vos que eles surgem assim como que debaixo de todas as pedras que existem na rua, para nos apoiar ou até mesmo para mostrar que estão ali.

Há um ano atrás, fomos abalados por uma tragédia que marcou para sempre a minha vida e na qual penso todos os dias. Na altura, não reparei muito nisso mas assim que olhei à minha volta estava rodeada de pessoas que me ampararam. Umas vieram de perto, outras de longe, mas nestas alturas não existem distâncias que possam constituir obstáculos. Pude comprová-lo comigo e com esse querido que partiu, que na última hora tinha lá todos os amigos, até mesmo aqueles que não estavam presentes há muito.

Isto para dizer que nunca estamos sozinhos, basta simplesmente mostrar que estamos cá, por maior que seja a distância e nada se perde...

Espero um dia poder retribuir a amizade que todos demonstraram, mesmo até àqueles que achei serem chatos. Porque na verdade, cada um tem a sua forma de ajudar...

MTV e frequências de outras ondas.

Pois é, como a amiga Vic já aqui contou nós somos estrelas de video-clip! Daqui a uns tempos os nossos namorados não vão puder andar connosco na rua porque toda gente vai pedir autografos às malucas que andaram aos pulos em frente da câmera. Saudosismos à parte, divertimo-nos imenso. Saltamos, cantamos, dançamos e até nos rimos da companhia. (Aquela companhia mortal, coberta de ouro e saltos altos...nem os saltos altos a salvaram...de facto, os saltos altos são armas poderosas mas também têm as suas ocasiões.)
Munidas de sapato adequado fizemos um brilharete as duas, e tenho a certeza que teremos os nossos momentos de destaque de meninas bonitas. è esperar para ver. O pessoal da banda eram uns fixes e fiquei com imensa curiosidade de conhecer melhor o trabalho deles.

Hoje fui a mais uma entrevista de emprego. (ainda da mesma empresa) Só para verem o que eu sou uma mulher interessante, entrei às dez da manhã e saí às dez e seis minutos. Desta vez era uma "ranhosa" de uma tipa armada em boa que começou logo a gozar com o meu curso "artes do espectaculo? Cá para mim é arte de saber enganar", "Mas este curso existe mesmo?!", "O quê?? para fazer isso é preciso licenciar-se?".. Sai de lá a ferver em ira. Ainda bem que na sala também estava um dos admnistradores que era um senhor de idade todo simpático e descontraído se não...eu juro que quase lhe respondia mal. Bem passados seis minutos lá estava eu a caminho do carro again, mais uma vez para ficar à espera que eles me liguem. Tanta coisa para um emprego de três horas por dia para falar ao telefone. Bah!

Acabei de receber um telefonema: Quinta feira começo a trabalhar!!!!!

09/02/2009

Escrever as coisas que acontecem

Nunca tive o hábito de escrever os meus pensamentos num formato acessível a todos e confesso até que sou um pouco preguiçosa para os imortalizar. A minha veia jornalística sempre me permitiu escrever quando tinha algo a dizer, quando tinha algo a descrever, mas muitas vezes a inspiração não vem (por mais perto que esteja das Tágides)!

Ultimamente têm acontecido episódios na minha vida que valerão a pena contar, coisas que nunca tinha feito e que aproveitei como se fosse uma oportunidade única na vida.

Ontem, eu e a Mary J. fomos gravar um videoclip. Então não é que foi um dia muito bem passado? Dei por mim a saltar que nem uma doida (nada bem para uma menina/mulher "saltos altos") e hoje dói-me o corpo todo, mas adorei a experiência! Fez-me lembrar as minhas noites de rock em Faro.

Além disto, estou interessada em viver mais a "minha" cidade, conhecer as agendas culturais e ir a sítios onde nunca fui.

Estou decidida em arranjar uma amiga daquelas a quem contamos tudo e com quem fazemos tudo, porque se por um lado tenho amigas espalhadas por quase todas as cidades do país por ter estudado em muitos lados, a verdade é que se perdem os contactos, muda-se de casa e recomeça a vida social na nova cidade. Quero ter uma amiga constante, assim como um cabeleireiro constante, como nunca tive.

Passei a dormir com almofada, depois de mais de 20 anos sem que esse objecto tão fofo fizesse parte do meu sono e estou convicta de que terei outras hipóteses de mudar e de fazer algo novo.

Talvez esta vontade venha do Mestrado que nunca mais acaba, apesar de faltar apenas um semestre para tal, e do facto de estar separada da minha outra metade por uma distância de 300 km. O que é certo é que vou aproveitar estas situações para evitar que a minha vida se transforme num tambor de uma máquina de lavar roupa...

O tempo.

O tempo é talvez o inimigo público número um da sociedade em que vivemos. Ninguém tem tempo para fazer as coisas que quer, ninguém chega a tempo aos compromisos e há sempre coisas que ficam para trás na nossa vida por falta de tempo.
Desde sempre que quis ter ao meu lado uma pessoa ocupada que soubesse bem lidar com o stress e com a vida agitada: pois bem, calhou-me disso mas de uma maneira tão desproporcional que nem consigo lidar com a situação e entro em pânico.
Trabalho das nove às seis que nunca é as seis, faculdade das sete à meia noite e o facto de morar longe de mim são coisas que nunca me fizeram temer por nada, até agora.
O trabalho extende-se por altas horas já em casa e durante os fins de semana, os exames que começam agora, levam o resto dos tempos livros e no meio de todo o stress o principe encantado pede espaço para as coisas dele.
É claro que eu até consigo compreender o porquê dele necessitar de tempo para ele, e dou-lhe de boa vontade espaço para ele estudar e se organizar, mas eu sou mulher e preciso de um bocadinho de atenção também.
Assim que ficou decidido dar o espaço para resolução de catastrofes urgentes, o meu telemóvel deixou de tocar...poucas foram as mensagens...maior parte delas, secas, como se fossemos melhores amigos...deixei de saber onde ele anda e ele deixou de mostrar aquele entusiasmo que sempre mostrou.
De facto, tento sempre não desesperar, mas começo a achar que a vida dele tá boa demais sem mim, e que cada vez que ligo sou um peso, uma responsabilidade dele...que pelos vistos ele nem precisa de ter.
Mas o pior de tudo é que gosto, e gosto mesmo dele. Apetece-me sair e ir ao encontro dele para almoçarmos, para tomarmos café, para fazermos qualquer coisa gira juntos, para nos podermos rir e nos lembrarmos que ainda há muita coisa aqui dentro porque vale a pena lutar....Mas não, ele vai trabalhar e eu vou a mais uma entrevista que a sociedade assim o obriga.

07/02/2009

Saltos altos...

Este post faz juz ao título deste novíssimo blogue. Saltos altos... Lindos, maravilhosos, perigosos, divertidos e um óptimo instrumento para nos fazer passar de meninas a senhoras! Pois bem, adoro-os e desde pequena que ansiava por chegar a altura de os calçar, mas quando esse momento chegou... Depois de passadas algumas horas de me achar dona do mundo, sentia-me... Espremida. É mesmo esse o termo! Como é que algo tão bonito nos pode fazer tanto mal? E é nisso que penso, quando os sinto, este meu mundo tão girly fecha-se em copas e só quero os meus queridos Nike. A minha mania de mudar os casacos levou-me uma vez a uma retrosaria. Enquanto estudava quais seriam os botões apropriados para o efeito, a Sra da loja perguntou-me: "O que achas destes?". Fiquei a pensar na situação e sobre se a pessoa faria a pergunta da mesma forma se eu exibisse um dos meus pares de saltos altos. Tenho a certeza que não! Uma noite fui a um casino ver uma peça de teatro com uns amigos. Nessa noite estavam comigo dois menores, mas o segurança do casino achou que eu é que era demasiado nova para estar naquela sala e pediu-me o BI. E se tivesse de saltos? Mas de facto a nossa sociedade está convencionada para aceitar e para respeitar tudo aquilo que agrada aos olhos, mas meus caros leitores, nós não somos perfeitos e uns sapatos não fazem o mesmo papel que um Mestrado ou Doutoramento.

Mas é nesta sociedade que vivemos e se, à primeira vista, quero que me tratem como uma senhora, terei de mostrar que faço barulho no chão quando ando!... E até gosto! Então não é que me estou a contradizer?

06/02/2009

Dias importantes e outras catastrofes.

Hoje que era o Dia. O dia em que tinha de acordar cedo, arranjar-me, por-me bonita e ir para aquela entrevista de emprego que tinha tudo para correr certo. Mas não foi assim que aconteceu. Acordei com uma valente enxaqueca (um dos flagelos que a pilula trouxe à minha vida), vomitei, vesti-me, meti-me cama de casaco e tudo, para umas horas mais tarde me voltarem a acordar por causa de um problema com o curriculum.
E agora que já passaram algumas horas penso, "E porque é que aconteceu tudo hoje?". Nunca saberei a resposta, o facto é que o meu aspecto não era o mais convidativo para uma entrevista.
Lá fui eu, a arrastar-me cheia de comprimidos em cima do salto alto que, como diz a Vic "nos dão sempre a possibilidade de passar de meninas a senhoras".
O "Futuro" Boss era bastante simpático, fez as perguntas da praxe, olhou bem sério para a minha cara, principalmente numa altura em que comecei a ficar com um derrame no olho, e o meu aspecto devia estar qualquer coisa de "Vóila". Falou-me sobre as minhas tarefas de angariação de clientes e de como as coisas funcionavam dentro da empresa nomeadamente em relação ao meu cargo. Como todas as pessoas que falam comigo em termos profissionais também ele mostrou interesse pelo meu curso, fazendo as perguntas da praxe sobre saídas profissionais, estágios e outros que tais. Uma coisa nunca me poderei queixar em relação à licenciatura: é um tema de conversa muito pouco empregavel mas demasiado interessante.
Provavelmente não será nem o meu curso, nem o meu aspecto fisico que me levarão a atender o telefone e a marcar reuniões neste mágnifico part-time, mas pela senhora da recepção, até as minhas olheias e o meu derrame no olho são mais bonitos que o polar da Berg da SportZone.
(E queria eu vestir-me à empregada de escritório fina para ir à entrevista.)